O aumento silencioso dos cibercrimes coloca em xeque as estratégias de segurança de dados das empresas em todo o mundo

Até 2019, dos 92,5 milhões de brasileiros que trabalham, pouco menos de 5% (4,5 milhões de pessoas) realizavam suas atividades remotamente. Em poucas semanas, devido à atual crise ocasionada pelo novo coronavírus, esse número cresceu exponencialmente, provocando a maior experiência de home office já vista. Mas como garantir a segurança de dados em um cenário que precisou de adaptações rápidas e significativas?

A transformação digital já era um processo em andamento, sendo implementada de forma gradual, testada e avaliada. Porém, em poucos dias, essa transformação se tornou uma questão de sobrevivência para diversos negócios, mobilizando gestores de empresas e seus profissionais em busca da digitalização de processos e de rotinas de trabalho.

Todo esse movimento tem demandado muito das estruturas de cibersegurança, afinal, as empresas precisaram adaptar suas redes e suas soluções de forma rápida para que os colaboradores pudessem trabalhar remotamente. Contudo, não basta somente checar se o antivírus está instalado ou aderir à uma solução de VPN para garantir a segurança do acesso remoto.

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Do que estamos nos protegendo?

Com os colaboradores tendo acesso remoto a documentos, e-mails, sistemas da empresa, é como se o ambiente virtual corporativo avançasse e se confundisse com o âmbito doméstico. Antes, o cibercriminoso  precisava quebrar uma robusta defesa de uma empresa para acessar seus dados.

Agora, essa tarefa se tornou mais simples, à medida que é possível furtar informações a partir do acesso a qualquer computador de um colaborador descuidado, como alguém que clica em links suspeitos ou tem senhas fracas de acesso. Estima-se que entre 50% e 90% das violações de dados sejam causadas ou por imprudência, ou por serem vítimas de phishing, por exemplo.

No ano passado, o Brasil já era o segundo país no mundo em perdas por ataques cibernéticos, com prejuízos que ultrapassaram US$ 20 bilhões. Com a pandemia, vemos, agora, um aumento silencioso, mas substancial, dos crimes. De fevereiro para março, estima-se que o ataque dos criminosos virtuais a dispositivos móveis subiu 124%.

A ameaça dos cibercrimes não é uma novidade dos tempos de pandemia, mas é particularmente alarmante neste momento. Tanto o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) como o serviço europeu de polícia (Europol) publicaram comunicados alertando que, com o aumento do número de pessoas em casa e utilizando serviços online, os meios para os cibercriminosos se aproveitarem para explorar oportunidades e vulnerabilidades se multiplicaram.

Medidas de conscientização de colaboradores, como especial atenção com arquivos e links recebidos de terceiros e atenção à qualidade e atualização de hardware e software utilizados, são importantes, mas não dispensam cuidados que demandam maior rigor e a assessoria especializada de técnicos em inteligência de informação.

Como manter os dados seguros?

Firewall e antivírus são as soluções mais comuns e utilizadas pelas empresas quando o assunto é a proteção das informações organizacionais, no entanto,  sozinhas não proporcionam uma análise retroativa a violações ocultas, adaptação automatizada a novas ameaças ou reação eficiente durante uma ocorrência.

Como falamos no início deste artigo, o uso de uma solução de VPN se faz fundamental para complementar uma estratégia de proteção e vazamento de dados, pois, ela garantirá um acesso seguro à rede corporativa e dará visibilidade do comportamento dos usuários e endpoints nesse momento de trabalho remoto. 

Além disso, a adoção de processos de autenticação de quem está trabalhando a distância é bastante recomendada para que cada profissional tenha acesso apenas aos dados necessários e as ferramentas de colaboração. Imagine que um dos colaboradores precise dividir seu computador de trabalho com membros da família. A necessidade de se criar ferramentas de autenticação seguras, como dupla autenticação no login, torna-se obrigatória para garantir a integridade das informações.

Os cuidados tomados e as soluções adotadas serão úteis e importantes, mesmo depois da pandemia. De acordo com uma pesquisa recente, sete em cada dez empresas brasileiras esperam que as novas práticas de trabalho remoto perdurem, integral ou parcialmente, depois da crise. No segmento de serviços, essa percepção alcança 89% das companhias. Portanto, tecnologias robustas de segurança de dados seguirão sendo mais imprescindíveis do que nunca.

Até 1º de julho de 2020, a Cisco oferece soluções de cibersegurança gratuitas, incluindo licenças para novos utilizadores e utilização alargada (em número de utilizadores) para os clientes já existentes, sem encargos adicionais. São quatro tecnologias oferecidas: Cisco Umbrella (segurança de domínios), Duo Security (autenticação multifator e “zero-trust”), Cisco AnyConnect Secure Mobility Client (VPN) e também o Cisco AMP (segurança dos endpoints corporativos e pessoais).

Além disso, a solução de teletrabalho e colaboração Cisco Webex, que possui toda a expertise de segurança da Cisco embarcada, também foi disponibilizada de forma gratuita a particulares, empresas, escolas, hospitais e administração pública. Essas plataformas são fundamentais para o trabalho em equipe e para proteger os colaboradores remotos em qualquer momento, lugar e dispositivo.

Junto à Cisco, entregamos um conjunto de ações para ajudar as empresas a continuarem suas operações e, mais do que isso, que os colaboradores trabalhem e sejam produtivos enquanto estão seguros em suas casas. Saiba mais!