No atual cenário, o EaD deve ser encarado como oportunidade não só de qualificação, mas também de adaptação às circunstâncias

Não é novidade que estamos enfrentando um período atípico e transformador por conta da pandemia do novo coronavírus. No momento, estima-se que 1,5 bilhão de estudantes de 165 países estejam fora das salas de aula físicas, segundo um levantamento da Unesco, que leva em consideração dados até 25 de março. Diante disso, a tecnologia tem sido uma aliada para a educação seguir acontecendo, mesmo que a distância.

No País, a experiência do EaD no ensino superior já contemplava 7,1 milhões de estudantes do ensino superior em 2018. Esse número supera a quantidade de vagas em cursos presenciais (6,3 milhões), de acordo com o Censo da Educação Superior, feito pelo Inep. Agora, com a suspensão das aulas presenciais, esse grupo ganhou o acréscimo de universitários, alunos do ensino médio e da educação básica.

Ao mesmo tempo, profissionais já graduados estão aproveitando esse período de quarentena para atualizar seus currículos, capacitar-se e até aprender novas habilidades. Seja para seguir sua formação ou explorar novas formas de se qualificar sem sair de casa, a educação a distância tem sido a solução para diferentes públicos.

Porém, não basta gravar a aula de um professor e transmiti-la online para fazer os alunos aprenderem. A experiência de aprendizado precisa ser adequada a esse formato e enriquecedora, explorando todas as potencialidades que o digital oferece.

A crise ocasionada pelo coronavírus pegou a maioria das escolas e universidades de surpresa, não tendo tempo para elaborar um plano de aulas adequado a esse formato. Também são poucas as instituições de ensino que já trabalhavam com plataformas digitais de educação.

Como temos visto, a implementação às pressas do ensino a distância tem seus tropeços, mas revela a necessidade da educação passar por uma transformação imediata. As escolas e universidades que já adotavam soluções tecnológicas para complementar o ensino ou como seu principal projeto pedagógico já estão à frente e, possivelmente, sairão ainda mais fortes dessa turbulência.

Por que é preciso se reinventar?

As bases da educação, como conhecemos hoje, foram criadas há quase 200 anos. Na época, as fábricas ganhavam espaço na dinâmica econômica e demandavam por trabalhadores com determinados conhecimentos e habilidades específicas. Tanto que o sistema educacional simula essa esfera industrial, com divisão do conhecimento em disciplinas, estudantes sentados em lugares fixos na sala de aula e até o uso de sinos para anunciar a troca de turnos.

No entanto, o mundo mudou muito desde então. Mas a burocracia no sistema educacional segue vigente. Pensar a educação de forma mais tecnológica significa personalizar as experiências de aprendizagem, descentralizar as formas de adquirir conhecimento, ter flexibilidade de local e horários e permitir que o ensino olhe adiante, preparando esses novos profissionais para um cenário em constante transformação. Para ter uma ideia, o Fórum Econômico Mundial projeta que 35% das competências consideradas importantes na atual força de trabalho mudarão daqui a cinco anos.

Historicamente, pensamos o futuro de modo linear e local. No entanto, o mundo tem sido cada vez mais global e exponencial. As mudanças não acontecem mais de um século para o outro ou de uma década para a outra. Elas ocorrem de mês a mês. Por isso, reinventar a educação é um passo essencial.

Tecnologia como aliada da educação a distância

A popularização do modelo de educação a distância se tornou, praticamente, um sinônimo de acesso à tecnologia. Embora mude a plataforma e o suporte, o EaD mantém o princípio de possibilitar o ensino ao maior número de pessoas, promovendo a democratização do conhecimento.

Nesse momento de transição de um modelo presencial para o virtual, é preciso contar com uma plataforma de uso intuitivo, tanto para professores quanto para alunos. Os recursos especializados e de autoajuda da Cisco permitem uma conexão fácil, rápida implementação e sincronização com o calendário escolar.

A tecnologia dá autonomia e protagonismo aos estudantes, sendo fundamental para uma experiência de educação 4.0, personalizada para a realidade de cada aluno. Com Cisco Webex, além de dar aos alunos acesso ilimitado aos recursos educacionais, não importa onde eles estejam, expandem-se as maneiras pelas quais o ensino e a aprendizagem podem acontecer, com salas e laboratórios virtuais e interativos.

Já as soluções Cisco Connected Research, por exemplo, permitem que a pesquisa acadêmica seja muito mais coparticipativa ao oferecer a pesquisadores, professores e alunos as ferramentas necessárias para conectar e colaborar perfeitamente em qualquer lugar do mundo. Por meio de vídeos interativos e laboratórios virtuais, eles podem compartilhar descobertas, debater e desenvolver novos conhecimentos. Entre os benefícios, também estão uma infraestrutura compartilhada de data center para serviços de TI, computação de alto desempenho e proteção dos dados com detecção rápida e contínua de ameaças à rede.

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Melhorar a experiência além da sala de aula virtual oferece aos estudantes uma chance ainda maior de impulsionar seu próprio crescimento. Quanto mais os alunos estiverem envolvidos com a tecnologia na educação, mais bem preparados estarão para se tornarem protagonistas de seus processos de aprendizagem. A nova era da educação a distância já começou.

Em cada estágio da jornada educacional, a tecnologia desempenha um papel instrumental para o aprendizado acontecer. Para cada etapa, conte com as soluções da Cisco e com a implementação e suporte da InfraTI. Consulte-nos!